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Projeto Hospitais Saudáveis

Quem somos

O Projeto Hospitais Saudáveis (PHS) é uma associação sem fins econômicos, dedicada a transformar o setor saúde em um exemplo para toda a sociedade em aspectos de proteção ao meio ambiente e à saúde do trabalhador, do paciente e da população em geral.

Participam do PHS profissionais de saúde, instituições prestadoras de serviços, instituições de ensino e de pesquisa em saúde, organizações da sociedade civil em geral e demais organizações, públicas ou privadas, comprometidas com os objetivos e valores por nós advogados.

A assistência à saúde, como toda atividade produtiva, gera impactos ambientais e sanitários. No Brasil, assim como em diversas partes do mundo, esses impactos são agravados pela precariedade da infra-estrutura nas regiões mais pobres e pela falta de informação e de ações coordenadas.

O PHS trabalha para desenvolver e apoiar uma rede de cooperação, partindo do comprometimento das instituições de saúde do país, bem como dos profissionais de todas as categorias que atuam no sistema se saúde brasileiro. Além do setor de assistência à saúde, o PHS atua em parceria com organizações profissionais, sindicais e setoriais, institutos de ensino e pesquisa, órgãos públicos e organizações não governamentais das áreas de saúde e segurança do trabalho, saúde pública e meio ambiente.



Conheça mais sobre o PHS:



Missão e Objetivos


O Projeto Hospitais Saudáveis (PHS) tem como missão fundamental transformar o setor saúde em um exemplo para toda a sociedade em aspectos de proteção ao meio ambiente e à saúde do trabalhador, do paciente e da população em geral.

O Projeto Hospitais Saudáveis realiza sua missão fundamental através das seguintes objetivos e metas:

  • Desenvolver pesquisas, produzir informações e influenciar políticas públicas sobre riscos para os pacientes, trabalhadores e o meio ambiente na assistência à saúde;
  • Divulgar informações para toda a sociedade e desenvolver programas de capacitação para profissionais de saúde;
  • Articular e sensibilizar instituições públicas e privadas visando seu envolvimento e colaboração com os objetivos do PHS
  • Avaliar os resultados de ações de prevenção de doenças, acidentes e danos ambientais;
  • Avaliar, estimular, desenvolver e divulgar tecnologias alternativas que eliminam ou reduzam riscos ambientais na assistência a saúde e a comunidade;
  • Promover a ética, a paz, a cidadania, os direitos humanos, a democracia e outros valores universais;


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Nossa História

Há muitas décadas que se discute no Brasil sobre os riscos relacionados aos resíduos sólidos e esgotos sanitários dos serviços de saúde. Com o advento da pandemia de AIDS, aumentou a preocupação entre o público em geral e também entre os profissionais de saúde que passaram a dar mais atenção aos riscos e acidentes com substâncias biológicas. Desse processo resultou a criação de uma legislação nacional bastante rigorosa, porém, nem sempre suficientemente abrangente para contemplar todos os aspectos ambientais que uma atividade complexa e extensiva como a assistência à saúde envolve.

Foi entorno do debate sobre a legislação sanitária e ambiental, as dificuldades em cumpri-la e a necessidade de buscarmos objetivos mais abrangentes e amplos, incorporando dimensões como qualidade de vida e sustentabilidade, que um grupo de pessoas de universidades, órgãos públicos, organizações ambientalistas e, principalmente, profissionais da área da saúde, começou a se agregar.

Após algumas mobilizações em torno de temas específicos, sentimos a necessidade de nos organizar para ampliarmos o debate, alcançando um número maior de pessoas e incorporando temas emergentes, alguns ainda pouco difundidos no Brasil. Além disso, havia a nítida percepção de que o setor de assistência à saúde encontrava-se extremamente desmobilizado e desarticulado no que se refere ao enfrentamento dos desafios ambientais que se impõem na atualidade e que pouco tinha a oferecer em resposta às demandas de ambientalistas, sanitaristas e da sociedade em geral.

Em 2008 realizamos o primeiro Seminário Hospitais Saudáveis (SHS), numa iniciativa da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo em parceria com a organização Health Care Without Harm (HCWH), que incluiu também a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) entre diversas outras instituições de ensino, assistência à saúde e associações profissionais.

O seminário realizado em São Paulo foi um grande sucesso, reunindo pessoas de todo o Brasil e até de outros países e demonstrando a necessidade de tornar o projeto permanente e ampliá-lo para outras regiões. Desde então, o SHS vem sendo realizado anualmente, sempre com palestrantes de altíssimo nível e excelente presença do público. Mais detalhes, incluindo o download das apresentações, estão disponíveis na nossa área de Eventos.

Ainda em 2009 realizamos no Rio de Janeiro o primeiro Encontro Saúde sem Dano sobre Eliminação do Mercúrio no Setor Saúde. Em abril de 2010, um segundo encontro retomou o tema, reforçando a sua importância e a necessidade de ampliar para outras capitais os avanços já obtidos em São Paulo. Atualmente, nosso Projeto Saúde Sem Mercúrio, que promove o banimento dos insumos com mercúrio na assistência à saúde, inclui seminários em diversas capitais do Brasil.

Em 27 de agosto de 2010, a Associação Civil Projeto Hospitais Saudáveis foi formalmente constituída, na forma de organização não governamental, sem fins de lucro, nos termos da legislação brasileira.

Parceiros desde as primeiras iniciativas, o Projeto Hospitais Saudáveis e a organização internacional Health Care Without Harm - HCWH (Saúde sem Dano - SSD) compartilham objetivos e trabalham juntos em diversos projetos. O PHS constitui o ponto focal no Brasil do HCWH.

O Brasil possui mais de 190 milhões de habitantes e seu território é continental representando quase 50 % da América do Sul. O sistema de saúde brasileiro é composto por mais de 70 mil unidades, entre as quais 7500 hospitais que somam mais de 500 mil leitos. O Estado brasileiro oferece assistência gratuita e integral à saúde de toda a população através do Sistema Único de Saúde, composto por unidades públicas ou privadas, mantidas pelo governo. Cerca de 30% da população complementa sua assistência com seguro saúde privado, ou paga diretamente por serviços particulares que constituem o sistema de saúde suplementar.

Tanto no setor público como no privado, existem no Brasil unidades de saúde do mais alto nível bem como as mais deficientes e precárias, discrepância observada não apenas do ponto de vista da disponibilidade de recursos, como da sua gestão. Por esse motivo, ocorrem, simultaneamente, impactos ambientais decorrentes do uso intensivo de recursos materiais e tecnológicos, ao mesmo tempo em que persistem problemas relacionados à falta de infra-estrutura sanitária e urbana e à carência ou má gestão dos recursos disponíveis nas regiões mais pobres.

O PHS assume o desafio e a obrigação de combater esses problemas, contribuindo para o desenvolvimento de soluções tecnológicas e de gestão, bem como ampliando o debate e a consciência dos problemas entre trabalhadores, dirigentes e formuladores de políticas, com o compromisso de promover o acesso de todos a um sistema de saúde mais seguro e sustentável.


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Composição da Diretoria e do Conselho do PHS

Membros da Diretoria Executiva
 
Lidia Lima – (Diretora Presidente)
Mestre em Química; Responsável Ambiental pelo Complexo Hospital de Clínicas da UFPR.
 
Neilor Cardoso Guilherme (Diretor Financeiro)
Engenheiro Ambiental, Especialista em Gestão Estratégica da Sustentabilidade e em Eficiência Energética; Coordenador de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Hospital Israelita Albert Einstein.
 
Victor Kenzo Horie (Diretor Secretário Geral)
Engenheiro Ambiental, Especialista em Gestão e Controle Ambiental em Serviços de Saúde; Coordenador de Sustentabilidade Ambiental do Hospital Sírio-Libanês
 
 
Membros do Conselho Consultivo
 
Vital de Oliveira Ribeiro Filho (Presidente)
Arquiteto e Urbanista. Mestre em Administração de Empresas pela EAESP-FGV - Área de concentração: Gestão Ambiental; Administrador Hospitalar e de Sistemas de Saúde pela EAESP-FGV; Coordenador do Programa Estadual de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde do Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.
 
Cristiane Rapparini
Médica graduada pela UFRJ; Mestrado e Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Atuação principal na área de riscos ocupacionais biológicos para trabalhadores da saúde; Coordenadora do Projeto Riscobiologico.org, desde a sua criação em agosto de 2000.
 
Elci de Souza dos Santos
Psicóloga especialista em Planejamento Ambiental e Comportamento Humano, Coordenadora de Gerenciamento de Resíduos do Hospital das Clínicas da UFMG/Ebserh (Belo Horizonte - MG)
 
Jonas Age Saide Schwartzman
Engenheiro Ambiental formado pela UNESP – Sorocaba, Especialista em Gestão e Controle Ambiental em Serviços de Saúde pela UNIFESP e Engenheiro de Segurança do Trabalho pelo PECE/POLI USP; É Engenheiro Ambiental Corporativo das Instituições Afiliadas à SPDM -Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina.
 
Gizelma de Azevedo Simões Rodrigues
Enfermeira, Especialista em Gestão e Controle Ambiental em Serviços de Saúde pela Unifesp, em administração Hoteleira pelo SENAC e em gestão da Atenção em Saúde pela Fundação Dom Cabral; É Gerente de Sustentabilidade Ambiental do Hospital Sírio Libanês.
 
Irene Rêgo Haddad
Enfermeira pela UNI-RIO; Especialista em Gestão de Saúde pela FGV/RJ e em Controle de Infecção Hospitalar pelo INESP; É Consultora em Resíduos de Serviços de Saúde e Controle de Infecção Hospitalar e Educadora para Acreditação pelo CBA/JCI.
 
 
Membros do Conselho Fiscal
 
Ingrid Felizardo Chaves Cicca
Jornalista com especialização em Gestão de Negócios Sustentáveis pela Universidade Federal Fluminense e Meio Ambiente pela COPPE/UFRJ; Experiência nas áreas de comunicação social, responsabilidade social, meio ambiente e sustentabilidade; Atualmente é Gerente de Sustentabilidade na Rede D’Or São Luiz e mestranda em Práticas de Desenvolvimento Sustentável pela UFRRJ.
 
Francisco Luiz Rodrigues
Engenheiro Civil com especialização em Engenharia em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da USP; Consultor em Resíduos Sólidos e Limpeza Pública; Foi Presidente da ABLP - Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública, Conselheiro e membro fundador do Instituto Vitae Civilis; Professor e autor de livro sobre resíduos sólidos; Atualmente é engenheiro da Divisão de Engenharia de Saúde Pública da FUNASA/MS - Superintendência Estadual de São Paulo - SP.
 
Noil Amorim de Menezes Cussiol (Diretora Presidente)
Bacharel em Química. Doutora em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela UFMG. Foi Tecnologista Sênior da Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN / Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear - CDTN em Belo Horizonte – MG (atualmente aposentada). Consultora e autora de capítulos de livros sobre Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde.



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