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Projeto Hospitais Saudáveis

Desafio a Saúde pelo Clima



Projeto Hospitais Saudáveis

Conheça o novo estudo da Saúde sem Dano

O Roteiro global para descarbonização do setor saúde é o segundo em uma série de pesquisas e documentos sobre políticas que a organização internacional Saúde sem Dano (Health Care Without Harm) e consultoria Arup produziram juntos para identificar um conjunto de ações que o setor saúde pode realizar para se alinhar com a ambição de 1,5ºC do Acordo de Paris, e ao mesmo tempo, atingir as metas globais de saúde, como a cobertura universal de saúde. O primeiro documento, Relatório da Pegada Climática da Saúde, lançado em 2019, definiu a pegada climática da saúde e as oportunidades de ação.
 
Atualmente, o setor saúde é responsável por aproximadamente 4,4% das emissões globais líquidas de gases de efeito estufa e, em um cenário sem mudanças, até 2050 essas emissões irão triplicar. Nesse sentido, o novo relatório traça uma rota para o setor de saúde chegar a zero emissões até 2050 a partir de três caminhos de ação e sete ações de alto impacto para reduzir suas emissões em mais 44 gigatoneladas em um período de 36 anos, o que equivale a evitar o consumo de mais de 2.700 milhões de barris de petróleo por ano.

O ROTEIRO

É sobre ações que ajudam a transformar as sociedades em direção a um futuro resiliente, sustentável e saudável. É específico sobre como os líderes de saúde podem contribuir da melhor forma. Reconhece que, na busca da cobertura universal de saúde, os sistemas de saúde enfrentam desafios muito diferentes e que a busca eqüitativa de caminhos de descarbonização é essencial. — Extraído do Prefácio do Dr. David Nabarro, enviado especial da OMS para COVID-19

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Principais mensagens:

Trajetórias: O Roteiro atribui aos países uma das quatro trajetórias de descarbonização do setor saúde. Todos os países, não importando a sua trajetória, precisam agir, mas devem fazê-lo de acordo com o princípio de responsabilidades comuns, mas diferenciadas e de acordo com suas respectivas capacidades. Isso quer dizer que nações com grandes emissões no setor saúde precisam descarbonizar mais rapidamente. Por outro lado, países de baixa e média renda devem implementar soluções climáticas inteligentes para desenvolver sua infrestrutura de saúde, seguindo uma trajetória constante de zero emissões.

• Três caminhos e Sete ações de alto impacto: O Roteiro identifica sete ações de alto impacto através das quais o setor pode definir uma rota para zerar as emissões. Conectados a cada uma dessas ações estão três caminhos de descarbonização interligados (descarbonizar a prestação dos serviços de saúde, as unidades e as operações; reduzir as emissões da cadeia de suprimentos; acelerar a descarbonização da economia e da sociedade em geral). Essas sete ações, implementadas nos três caminhos, reduziriam as emissões globais do setor em 44 gigatoneladas, em média, durante um período de 36 anos, o equivalente a deixar mais de 2,7 bilhões de barris de petróleo no solo a cada ano. 

• Território inexplorado: Explora oportunidades de reduções adicionais para fechar a lacuna de emissões da saúde ao longo do tempo. Ressalta que identificar e criar soluções para alcançar a descarbonização é um componente crucial desse esforço que exigirá criatividade, inovação e mudanças transformacionais.

• Recomendações de alta prioridade: Destaca a urgência e relevância do setor saúde para mobilizar a sua influência ética, econômica e política para influenciar e acelerar uma ação climática com caráter social mais amplo, protegendo, assim, a saúde pública das mudanças climáticas. Propõe uma série de recomendações políticas para governos, instituições internacionais, setor privado e sociedade civil.

Anexos

• Anexo A: Relatório detalhado sobre a metodologia de pesquisa, modelagem, limitações e análise dos dados apresentados no Roteiro.

• Anexo B: Inclui 68 fichas informativas (fact sheets) com dados de emissões do setor saúde de diferentes paíes e recomendações para os governos, setor privado e sociedade civil. A ficha com dados do Brasil está disponível em português. Confira as demais, em espanhol e/ou em inglês.

• Anexo C: Traz uma visão ampla sobre as várias intervenções que o setor pode implementar organizadas por cada uma das sete ações de alto impacto e direcionadas aos diversos setores envolvidos: instalações e operações, cadeia de suprimentos e economia e sociedade em geral.

Anexo D: Uma exploração do potencial de redução de emissões derivado de quatro intervenções de saúde principais: combate ao uso do tabaco, redução do consumo de carne, redução da obesidade e combate à poluição do ar ambiente.


Outros recursos:

Gravação do evento de lançamento global do Roteiro durante o Skol World Forum em Abril de 2021 (em inglês)

Gravação do lançamento regional para América Latina e Caribe realizado em Junho de 2021 (em espanhol)

• Documentos originais em inglês ou em espanhol no site interativo da Saúde sem Dano

Perguntas Frequentes (FAQ) sobre o Roteiro

• Artigo de Josh Karliner (Diretor Internacional de Programas e Estratégia da Saúde sem Dano) e Gonzalo Muñoz (Líder da ação climática da COP25) para o blog do Fórum Econômico Mundial (em inglês): Protecting the planet and its people: healthcare's climate action roadmap.


Como a Saúde sem Dano apoiará a implementação do Roteiro no setor saúde?

• Saúde sem Dano está trabalhando para implementar o Roteiro através de uma variedade de iniciativas. No caso dos governos nacionais, está em parceria com a Organização Mundial da Saúde e com a Presidência da COP26, realizada pelo governo do Reino Unido, para pedir que as nações se comprometam publicamente com sistemas de saúde resilientes, sustentáveis e de baixo carbono.

• Sistemas de saúde públicos e privados também estão convidados a participar da Race to Zero, campanha multissetorial da CQNUMC/UNFCCC, na qual Saúde sem Dano é o parceiro de saúde. Cerca de 40 instituições de saúde, representando os interesses de mais de 3.000 hospitais e centros de saúde em 18 países, já aderiram e se comprometeram a tomar medidas rigorosas e imediatas para reduzir pela metade as emissões globais até 2030 e atingir o zero líquido até 2050.

• Os participantes da Race to Zero fazem parte de um grupo mais amplo de hospitais e sistemas de saúde que estão participando do Desafio a saúde pelo Clima, um programa que apoia as instituições do setor de saúde a se tornarem mais resilientes e reduzirem progressivamente suas emissões. Os participantes do Desafio relatam dados e recebem suporte técnico para gerenciar seu impacto climático com base em três pilares: mitigação, resiliência e liderança.