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Projeto Hospitais Saudáveis

Notícias

Seminário Hospitais Saudáveis 2016 | Dias 14 e 15 de setembro, no Anfiteatro do Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo | CERTIFICADOS DISPONÍVEIS


 

SHS 2016 - Resíduos de serviços de saúde 30 anos: os novos desafios do setor saúde

São Paulo - 14 e 15 de setembro - das 8:00 à 18:00 horas

CERTIFICADOS DISPONÍVEIS - Clique aqui para baixar seu certificado (disponível para os participantes que assinaram a lista de presença nos dois dias do SHS 2016).

Inscrições ENCERRADAS - Faça aqui seu cadastro para solicitação de vaga (Atenção, vagas limitadas, apenas os cadastrados que receberem confirmaçã / de vaga estarão efetivamente inscritos).

Keynote Speakers

Laura Brannen Faye

Laura Brannen Faye trabalha há 25 anos em sustentabilidade com organizações de saúde e tem grande experiência com resíduos de serviços de saúde (RSS). Foi Diretora executiva da Hospitals for a Healthy Environment (H2E), criada pela Associação Norte Americana de Hospitais junto à agência federal de meio ambiente USEPA e Healthcare Without Harm entre outros. H2E foi uma iniciativa dedicada a reduzir a geração de resíduos e eliminar os dispositivos com mercúrio e outras substâncias tóxicas nos hospitais americanos e chegou a contar com mais de 1600 hospitais membros quando tornou-se “Practice Greenhealth”, em 2008. Laura foi também diretora de clientes do setor saúde da empresa Waste Management, Inc. e, como consultora na Mazzetti - Mechanical or Industrial Engineering, coordenou o projeto Hospital Sustainability Roadmap. Atualmente é diretora executiva da BLUE Environmental Performance, empresa de consultoria ambiental na região de San Francisco – CA, onde mora.

 

Luís Bartolomé Lecha Estela

Dr. Luís Bartolomé Lecha Estela é meteorologista do Centro de Estudos e Serviços Ambientais (Cesam) da Universidade Central "Maria Abreu" em Las Villas, Cuba. É também doutor em geografia e Membro da Sociedade Internacional de Biometeorologia. Dr. Estela é autor de estudos científicos sobre a influência das condições meteorológicas sobre a saúde pública, desenvolvendo modelos que explicam os efeitos diretos da mudança do clima sobre o perfil epidemiológico da população e a utilização dos equipamentos de saúde.

 

Mensagem do Comitê Organizador:

O tema geral do SHS 2016 remete aos 30 anos passados desde que o termo Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) foi usado formalmente pela primeira vez, substituindo o então usual “Lixo Hospitalar”.
Sabemos que um novo rótulo não altera, por si, o objeto qualificado, mas devemos reconhecer e, porque não, comemorar, esta mudança que marcou o esforço no enfrentamento de uma realidade que era motivo de vergonha e de danos sanitários e ambientais em todo o Brasil.
A classificação dos RSS baseada em características de periculosidade, a cultura da gestão e do planejamento, com a introdução do PGRSS e da responsabilidade dos geradores, tudo isso representou uma verdadeira revolução. Naquele momento, tínhamos como referência as orientações da OMS, no recém publicado “Blue Book”, bem como os exemplos de outros países e organismos de excelência.
O SHS discute RSS desde sua primeira edição em 2008, junto aos demais temas que compõem a complexa gestão ambiental nas organizações de saúde. Desde 2014, introduzimos na nossa programação o “Fórum Nacional de Vigilância Sanitária de RSS”, iniciativa que objetiva pautar o debate sobre a regulação de um tema que pouco avançou nos últimos anos. Saiba mais informações sobre o Fórum de Vigilância Sanitária de Resíduos de Serviços de Saúde, realizado no SHS 2015.
É preocupante observarmos que, após o inicio promissor, a gestão dos RSS atualmente acumula problemas regulatórios, institucionais, operacionais que comprometem nossa capacidade de atendimento aos padrões mínimos aceitáveis de proteção à saúde pública e ambiental. O crescimento do sistema de saúde e dos serviços de coleta, tratamento e disposição de RSS não foram acompanhados pelos necessários ajustes no controle ambiental e sanitário dessas atividades. A falta de políticas adequadas reduz a eficiência dos mercados de destinação de RSS, defasados em relação às demandas atuais e à dinâmica tecnológica que caracteriza o setor saúde.
Tão importante quanto as lições que aprendemos nos últimos 30 anos é atentarmos para o que nos espera para os próximos 30 anos de gestão ambiental no setor saúde.
Os próximos anos serão decisivos para articularmos respostas efetivas à mudança do clima, tema que ameaça diretamente a saúde pública e, por consequência, a delicada sustentabilidade dos sistemas de saúde, públicos ou privados.
O enfrentamento dos efeitos da mudança do clima envolve praticamente todas as demandas ambientais da sociedade moderna, que podem ser integradas à uma matriz de ações coordenadas. Energia, água, consumo de todos os tipos de insumos que vão do material hospitalar aos alimentos, das tecnologias às edificações, enfim, tudo que move a assistência à saúde, assim como poluentes resultantes, resíduos, emissões e efluentes em geral. Todos esses aspectos podem também ser mensurados e avaliados sob a base comum das emissões de gases de efeito estufa. Nossa capacidade para lidar com esse novo desafio definirá o futuro próximo da assistência à saúde e, em última instância, a qualidade de vida da geração atual e das seguintes.
O PHS e a Rede Global Hospitais Verdes e Saudáveis (Global Green and Healthy Hospitals) lançaram em setembro passado a campanha 2020 - a Saúde pelo Clima. Um Guia para Elaboração de Inventários de Emissões de Gases de Efeito Estufa e um sistema de adesão à campanha global totalmente em português estão disponíveis no site do PHS para facilitar a participação ativa das organizações de saúde brasileiras nessa importante iniciativa. Muitos já estão fazendo sua parte, saiba como participar.
Há 30 anos, inspirados pela OMS e mais algumas organizações de excelência, o Brasil e muitos outros países lançaram as bases de suas políticas para os RSS, que resultam em significativos avanços nas décadas seguintes. Hoje ainda restam questões a serem aprimoradas na gestão dos RSS, ao mesmo tempo em que um novo e mais grave desafio se apresenta. Novamente, OMS e as principais organizações de saúde pública em todo mundo apresentam as bases para enfrentamento de um problema de dimensões globais. A mudança do clima afetará a toda a população mundial, em especial em questões sociais, como a saúde pública.
Assim como em nossa longa jornada pela gestão dos RSS, iniciada 30 anos atrás, caberá ao setor saúde responder com responsabilidade e ações concretas a mais este desafio. Convidamos à todos a fazer parte dessa história. Vamos discutir velhos e novos desafios ambientais da assistência à saúde no SHS 2016.
Saudações cordiais
Comitê Organizador do SHS 2016
 

NOSSOS PROJETOS

Seminário Hospitais Saudáveis - SHS é o principal evento promovido pelo Projeto Hospitais Saudáveis. Saiba Mais

Saúde Sem Mercúrio - O mercúrio é tema de campanha mundial. Saiba Mais

Rede Global Hospitais Verdes e Saudáveis - Saiba mais

Desafio 2020 a Saúde pelo Clima - Saiba mais

Endosso COP 23 a Saúde pelo Clima - Saiba mais

Desafio Resíduos de Serviço de Saúde - Saiba mais

PARCERIAS

O Projeto Hospitais Saudáveis é ponto focal no Brasil da organização internacional Saúde Sem Dano. Saiba mais

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